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Ayahuasca, a medicina sagrada

Hoasca, Aigle, Uni, Daime, ou apenas Ayahuasca é uma das bebidas ritualistas para vários grupos indígenas e para alguns habitantes da cidade. Principalmente utilizada povos originários da Amazônia, a infusão sagrada nasce a partir da mistura de duas plantas, o cipó Banisteriopsis Caapi (conhecido localmente pelos povos do Acre como Uni) e uma folha muito comum na região, a Psicotria Viridis (chamada de Kawá, na região). A mistura de ambos, junto com um ritual intencional de feitio, permite que o consumidor (do chá) se conecte com o mundo espiritual e tenha visões que transcendem a vida e a morte.


Desde 2006, os Brasil, os Estados Unidos e grande parte dos países da União Europeia concordam que o chá ancestral não é uma droga alucinógena, mas sim uma planta de uso religioso e medicinal. Tanto é assim que novas pesquisas apontam os potenciais benefícios do chá para o tratamento de pressão alta, malária e no combate à depressão e outros males psicológicos.


Segundo autoridades indígenas, a elixir não vicia e propicia uma ferramenta poderosa para seus consumidores aprofundem processos de autoconhecimento, expandindo noções de coletividade, curando traumas e clareando o caminho para a felicidade.


Originalmente na língua quíchua, um tronco linguístico que reúne mais de 7,3 milhões de falantes no Peru, na Bolívia, no Equador, no Chile, na Colômbia e na Argentina, o nome “Ayahuasca”, significa o “cipó das almas”, literalmente, o cordão que liga os dois planos. Sua importância é tão grande para as culturas e tradições desses e dos povos originários, que no último dia 25 de setembro, na sede do Yorenka Tasorentsi, no Acre, instituto criado pelo ambientalista e pajé do povo Ashaninka Benki Piyãko, 35 nações originárias, de 22 línguas diferentes, se reuniram para pensar e disseminar o futuro da medicina ancestral. Evento que inclusive nossos parceiros e amigos Shanenawa estiveram por lá.


No último dia de conferência nas terras da Amazônia, os mais de 200 representantes reunidos constaram que: “a Ayahuasca é o fio condutor da vida, um conhecimento ancestral que resistiu à colonização e permanece vivo na cultura de diversos povos originários, seus guardiões desde tempos imemoriais. Os ensinamentos indígenas são uma inspiração diante das mudanças necessárias para proteger a vida no planeta e revisar a ideia de humanidade”.


Na cultura popular, a Ayahuasca se popularizou com a doutrina do Santo Daime e União do Vegetal, que foram em parte idealizadas pelo seringueiro Raimundo Irineu Serra. Também conhecido como Mestre Irineu, o maranhense conheceu a bebida quando trabalhou dentro da Floresta Amazônica e teve contato com os povos originários, nos anos 40. De lá para cá, templos e igrejas da crença se popularizaram na Capital do Acre, Rio Grande, em outros municípios do estado e da Amazônia.




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